Labic

Histórico

O Laboratório de estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), do Departamento de Comunicação Social, associado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação, tem como missão a realização experimental de produtos digitais e a promoção de pesquisas e atividades de extensão relacionados ao impacto da cultura digital nos processos e práticas de comunicação contemporânea.

Atualmente realiza pesquisas com apoio do CNPq, Capes, Fapes e Facitec. O trabalho no Labic é multidisciplinar e lança mão das ciências da comunicação, computação, design, matemática e antropologia para fazer a análise das redes sociais e navegar desde a cibercultura, os movimentos de rede até a estética contemporânea.

Criado em 2007 como o projeto de extensão do professor do Departamento de Comunicação Social Fábio Malini, o Labic cresceu com o apoio do professor Fabio Goveia, colega de departamento e coordenador do Grupo de Foto, que uniu-se ao Labic em 2012 e ajudou a expandir as atividades do laboratório. O professor do Departamento de Tecnologia Industrial, Patrick Ciarelli, e a professora do Departamento de Serviço Social, Adriana Ilha completam a equipe de coordenadores do Labic.

Malini é responsável pela área de Modelagem e Análise de Redes. Já a Análise de Imagens é o campo de Goveia. Em outro campo atua a equipe de Ciarelli com o trabalho de Desenvolvimento. Tudo isso coordenado pela Adriana Ilha que atua no controle administrativo-financeiro do laboratório. Também fazem parte ativamente do Labic os professores Ruth Reis (Comunicação Social) e Elias Oliveira (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Computação).

 

Internacionalização

O LAbic atualmente conta com diferentes parcerias. Há o convênio firmado com a Universidade Aberta da Catalunha (UOC), na Espanha, associada ao professor Manuel Castells, pensador dos movimentos sociais articulados em rede, e outro com a Universidade de Guadalajara, no México.

O Labic já tem experiências internacionais, como a participação no prêmio Digital Humanities Awards: Recognizing Excellence in Digital Humanities, dirigido pelo professor James Cummings, da Universidade de Oxford (UK). O laboratório foi indicado com o projeto Mapping Controversies 2013: The Protests in Brazil, sobre as Jornadas de Junho de 2013. As indicações ao prêmio são feitas de forma anônima e considerando as contribuições para o campo das humanidades digitais no ano anterior.

 

Softwares para desvendar o que dizem os dados

Há dados por todos os lados. Produzidos individualmente, ponto a ponto, coletivamente ou em grandes grupos sociais a todo instante. Via Internet e off-line. Bilhões e bilhões de dados gerados quando as pessoas consomem, produzem e interagem. Dados que dizem muito sobre as necessidades, motivações, desejos e decisões que movimentam a vida em sociedade. E que precisam ser “ouvidos”.

Para traduzir um número de informações impossível de ser feito individualmente, o Labic desenvolve ferramentas digitais e também utiliza softwares desenvolvidos por terceiros.

São criações do Labic o script NAR_T, assim como uma série de algoritmos usados para analisar dados de redes sociais, os coletores de imagens a partir de links (crawler), além do identificador de imagens semelhantes (AISI) e o visualizador em multi-camadas (ALICE). Eles fazem o processo de análise em tempo real das principais imagens que circulam nas redes sobre determinado assunto. Esses dispositivos desenvolvidos no Laboratório estão abrindo um campo novo de investigação para os pesquisadores de imagens.

Outra novidade é a identificação e acompanhamento do rastro digital dos políticos do Congresso Nacional e outros com mandato ou cargo. Para isso foi desenvolvido dois programas próprios para coleta, mineração e visualização de dados das postagens públicas nas redes sociais: o Facebook Feeds e o Marta.

Entre os softwares desenvolvidos por terceiros, o Labic utiliza YourTwapperKeeper (para a extração e coleta dos dados, no caso do Twitter), o NetVizz (Para gerar dados do Facebook em um arquivo .gdf), além do NodeXL e o Gephi, softwares que produzem imagens e grafos para visualização das relações contidas nos dados.

 

Parcerias

Desde sua fundação o Labic trabalha com parcerias com outros laboratórios nacionais e internacionais, instituições e com o Governo Federal. Uma parceria muito importante para o fortalecimento do Labic foi firmada em 2011 com os laboratórios Cibercult (Laboratório de Pesquisa em Comunicação Distribuída e Transformação Política) e MediaLab (Laboratório em Mídias e Métodos Digitais), ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para fazer o Painel dos Direitos Humanos nas Redes Sociais, o Labic uniu-se, a partir de 2014, com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O laboratório desenvolveu o aplicativo para que se possa cartografar quatro grandes temáticas de DH no Twitter, Facebook e Instagram. As temáticas dizem reseito a quatro públicos: negros, indígenas, LGBT e mulheres. O Painel é um webabplicativo.

Lab.Polit.iC Para identificar o pensamento político do Parlamento Brasileiro a partir dos rastros digitais dos parlamentares no Twitter e Facebook, o Labic criou um grupo de pesquisadores para começar a cartografar o pensamento político nacional através dos rastros políticos concretizados em posts no Twitter e Facebook dessas autoridades. Para chegar aos resultados, o Labic desenvolveu dois programas próprios para coleta, mineração e visualização de dados das postagens públicas nas redes sociais, o Facebook Feeds e o Marta.

 

Repercussão na mídia

Ao desenvolver análises sobre as trocas nas redes sociais e desvendar causas e consequências de acontecimentos off-line, o Labic tornou-se referência e fonte de informação para jornais, revistas, redes de imprensa e pesquisadores. O exemplo mais emblemático talvez seja o episódio batizado em um artigo de Malini como ‘A batalha do vinagre’, publicado aqui neste site, e que atraiu redações internacionais, como o jornal The New York Times. A imprensa nacional ‘descobriu’ o Labic e passou a buscar aqui segurança e clareza para enxergar  em meio aos dados o que está dizendo a sociedade.

A seguir alguns exemplos:

 

O Globo – Procurado pelo jornal O Globo, o Labic monitorou as expressões “Dilma Rousseff”, “Eduardo Campos” e “Aécio Neves” no Twitter, entre os dias 1 e 16 de abril, quando todos eram pré-candidatos. Em seguida, analisou qualitativamente o resultado.

 

Carta Capital – A revista destacou o pioneirismo da análise inédita feita pelo Labic sobre a Copa do Mundo de 2014. Os pesquisadores monitoraram, diariamente, as redes sociais, desde o início do evento. As análises constataram que a frase “não vai ter Copa”, que se espalhava pela internet antes da abertura, diminuiu de forma abrupta à medida que os jogos empolgavam. Também foram coletados, em tempo real, todas as imagens que apareceram no Twitter e observou-se um predomínio dos ‘memes’ nos posts mais compartilhados, o que refletiu o bom humor em relação à Copa.

 

O Estado de São Paulo – A partir dessa análise sobre a Copa, o jornal O Estado de São Paulo encomendou ao Labic um aplicativo. O App #EstadãoNaCopa reuniu tudo o que as pessoas falaram nas redes sociais sobre o evento. Foram utilizados os filtros por personalidade, jogador, hashtag, cidades, estádios ou seleção. Foram parceiros nessa iniciativa os laboratórios Medialab e Cibercult, ambos da UFRJ, e o Institute for Scientific Interchange de Torino, na Itália.

 

Revista Exame – Esse trabalho deu muita visibilidade para o Laboratório. A revista publicou 11 iniciativas de análises da Copa feitas por diversos países, e as do Labic foram as únicas em tempo real.

 

Compartilhamento

Todas as ferramentas desenvolvidas pelo Labic estão disponíveis no GitHub do laboratório (https://github.com/ufeslabic) e aberto a todos. As publicações dos pesquisadores podem ser acessadas no site do Labic (www.labic.net) e regularmente a produção do laboratório é distribuída em postagens no facebook/labic.ufes e no twitter.com/ufeslabic.