Trabalho apresentado no Intercom Júnior, Comunicação e Interfaces, evento do 48º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.
RESUMO:
A disseminação da desinformação de Covid-19 atingiu grandes proporções durante o período da pandemia no Brasil. As informações mais problemáticas que circularam diziam respeito a tratamentos ineficazes ou inseguros para a doença. Parte do problema com a desinformação surge quando ela é disseminada por profissionais de saúde (principalmente médicos), que emprestam sua credibilidade ao conteúdo publicado, dificultando ainda mais que a população consiga discernir a autenticidade do que é dito. Neste estudo, usamos um grupo de controle de médicos que adotaram posições desinformativas durante a pandemia durante os períodos pandêmico (2020-2021) e pós pandêmico (2022-2023), estudando sua estrutura comunicacional e concluindo que, no pós pandemia, muitos desses profissionais voltaram-se à promoção da chamada “medicina alternativa”.